Publicado por: Bruna Talarico em: 30 30UTC Novembro 30UTC 2009
Se não conhecem Regina Spektor, tá na hora de conhecerem. E tenho dito.
Publicado por: Bruna Talarico em: 30 30UTC Novembro 30UTC 2009
Hoje comecei no horário das 8h – lerê, lerê – e, confesso, tenho sono quando são ainda seis da tarde. Mas nada, nada no mundo compensa sair do trabalho às 16h. Nem que isso nunca mas se repita – lerererererê.
Em tempo: estou indo, com maridón, comprar um lustre novo pra sala. O melhor de tudo: foi idéia dele.
Publicado por: Bruna Talarico em: 26 26UTC Novembro 26UTC 2009
Que engraçado ler o falecido e recém-mencionado blog. Um dos comentários deixados após seu adeus ao mundo das letras é de um ex-companheiro de classe que sumiu e ninguém mais soube onde está. Ele me chamou de emo. rs
O outro é de um ex-namorado, o primeiro deles, menino Gabriel. Ele diz que só quem viveu comigo entende o que eu escrevo e que sabe do que eu preciso, num tom carinhoso. É, bonitão, mas o senhor viveu comigo três anos e nunca entendeu que a pior coisa pra se fazer comigo era ter metido mais chifre do que minha cabeça podia suportar, né? Águas passadas, eu sempre vou amar você.
E meus textos, sempre byronistas. Vá entender.
Publicado por: Bruna Talarico em: 26 26UTC Novembro 26UTC 2009
Aceito a condição. Aceito? Aceito. Por agora, aceito.
Aceito a condição de não ter entranhado na minha pele o cheiro do beijo molhado e lúdico. De não ter a tarde de chuva atenuada pelo abraço e o direito de olhar pro teto com a companhia que vai além do travesseiro e edredon.
Aceito a condição de não ter a certeza. A desejada, necessária, a inexorável certeza de que ao menos um pensamento está procurando uma lembrança minha.
Mas também aceito a necessidade inerente à carência cultivada com tanto descaso, ao acaso. Carência bem-mal-vinda de mãe, pai, mulher e homem. Carência que todos cultivaram tão bem e que hoje parasita todos os meus medos. Medo de mim, medo de você, que não está e está aí. Aceito, sim, a carência que é parte de mim.
Aceito ser uma mulher que não sabe o que fazer de si. Que quer fazer parte, a qualquer custo, alto custo, da vida de alguém. Mas que mais que isso, quer que esse alguém faça parte e arte de sua vida.
Aceito a condição.
Resignada.
Talvez, inconsolável.
Mas aceito.
* Escrito durante o exílio em meu falecido blog “Diario de uma menina que ama jujubas“.
Publicado por: Bruna Talarico em: 26 26UTC Novembro 26UTC 2009
Depois que você nos deixou eu nunca mais consegui cozinhar da maneira que me deixava feliz.
Publicado por: Bruna Talarico em: 26 26UTC Novembro 26UTC 2009
Publicado por: Bruna Talarico em: 26 26UTC Novembro 26UTC 2009
Algumas pessoas são imbecis. E gente assim você vai encontrar em toda parte. Mas o que me magoa não são as pessoas imbecis – ok, me magoa porque sou sensível e sei que sou boa pessoa – e sim o que elas podem fazer quando se sentem amedrontadas. Um exemplo é o que aconteceu com o motorista do jornal. Em uma pauta na Baixada, depois de dois dias me enfiando na enchente com a lama no meio das coxas e de vacinas de tétano e hepatite b, o calor de quase 40 graus se misturava a febre, dor no corpo, enjôo e desconforto geral. E, como a pauta exigia que andássemos em baixa velocidade e eu havia acabado de sair de uma casa que ainda tinha pelo menos vinte centímetros de água podre, pedi que, por gentileza, o ar condicionado fosse ligado. Ouvi que estava quebrado, num tom meio estranho. Desconsiderei.
- Você já falou com a sua chefia?
- Não. Por que?
- Ah, é porque quando eu entrei me falaram que todos os carros deviam ter o ar funcionando. Quando não estivessem, o motorista devia comunicar à chefia dele pra que o jornal resolvesse o problema.
Aí é que a coisa ficou chata. Eu estava passando mal e o motorista – eu acho – tomou a coisa toda como se eu tivesse tirando onda com a cara dele. E aí começou o desabafo de questões trabalhistas mal-resolvidas, atitudes descabidas, todo o tipo de coisa. Fiquei puta. E, veja bem, pra que eu fique puta, é preciso muito. Me dou incrivelmente bem com todos os motoristas do meu antigo trabalho, e posso dizer com segurança que confio em alguns de olhos fechados. A recíproca é verdadeira e está para quem quiser ver.
Pois bem… depois de um dia assim, com febre, vomitando, um calor do cacete, um carro que andava a 10 por hora e o cheiro de enchente por todo lado – sem falar na falta de perspectiva do horário de retorno à redação – eu achei que deveria fazer alguma coisa. E fiz o que acho certo e o que eu acho que falta nesse bando de gente cagona que tem medo de se queimar por exigir um direito básico: o de ter o mínimo de condições para trabalhar em uma profissão que te suga toda a energia e a vida por quase zero em troca. Conversei com o chefe do motorista sobre o problema do ar condicionado, o que parece uma babaquice diante dos problemas que afligem o mundo (e é mesmo uma babaquice, mas se te desviam dali, fedendo, suada, sem nenhum aspecto decente de apresentação, pra uma reunião com uma autoridade – como havia acontecido dois dias antes, quando fui menosprezada pelos demais coleguinhas limpos, cheirosos e arrumados enquanto eu estava nojenta e até a assessora queria me esconder do secretário de saúde – e você está nesse estado, a esculhambada pela chefia é você, e não o motorista). Expliquei que, acima de tudo, eu estava passando mal e me sentia desconfortável e constrangida em ter que falar do assunto, mas já que acredito que o mundo só está uma merda porque o homem não exige seus direitos nunca, fui dormir tranquila depois do desabafo.
Ledo engano. O motorista saiu me esculhambando pra quase todos os outros motoristas, e já tive que ouvir barbaridades. Um deles, inclusive, ia me levar pra uma pauta que acabou sendo cancelada, mas ao invés de me comunicar isso decentemente, destravou as portas e falou que eu podia sair do carro, que a pauta tinha caído. Essas coisas acabam com meu dia. Fico chateada, triste e sentindo que as pessoas não valem a pena. A sorte é que, depois de me olhar no espelho e pensar com meus botões, eu percebo que é uma grande pena. Pra eles. Vão perder a chance de conhecer e conviver com uma pessoa sensacional.
Publicado por: Bruna Talarico em: 17 17UTC Novembro 17UTC 2009
Uma pausa pra botar pra dentro uma caixa de eski-bon. Voltei pra pauleira e pras pautas na rua e pra perrengues como a enchente na Baixada e a odisséia de porta de delegacia. Nunca saí no meu horário mas sempre chego mais cedo do que devia. Ossos do ofício: ou fico rica ou ganho férias de três meses. Amanhã tô de folga – bendita escala! – e sexta também. Fim de semana não é meu plantão. Viajaria pra Buenos Aires. Mas ainda não ganhei o primeiro salário.
Minha mesa ainda tá vazia e organizada, mas espero que logo logo fique a minha cara. Tenho bebido o jornalismo mais do que a santa cachaça do fim do dia e isso tem me salvado de mim mesma. Trabalhar ocupa minha mente e aí você já sabe, diabinhos tiram férias. Sei que trabalho ano novo e natal terei folga. Acho que aí rola Buenos Aires.
Quase esqueço. O jornalismo popular tem seus momentos. Em Campos Elíseos na quinta passada, a água barrenta e cheia de bichos vivos e mortos acima do meio das coxas, as crianças gritam.
- Tia, cuidado!!! Tá cheio de shimishuggui!
- O que??? Tá cheio de que???
- Shimishuggui, tia, cuidado!
Fiquei com medo, muito medo. Até descobrir que eles falavam de sangue-sugas.
Publicado por: Bruna Talarico em: 2 02UTC Novembro 02UTC 2009
Minha vida está cheia deles, o tempo todo. É meio cansativo em alguns sentidos, mas estou certa de que novos e bons tempos estão começando. Amanhã começo no novo emprego - é engraçado escrever isso pela centésima vez em seis meses, rs – e isso por si só já é uma conquista sensacional. Volto pras redações pra ficar um bom tempo – talvez o tempo todo.
Lado profissional realizado, a princípio, só me resta superar a tristeza que vem todos os dias, seja quando estou acordada ou quando estou dormindo. Sinto sua falta… sinto mesmo. Amo você.
Publicado por: Bruna Talarico em: 29 29UTC Outubro 29UTC 2009
Como este blog é um eficaz meio de comunicação com mamacita, que adora ler meus devaneios, venho aqui dar uma sugestão amigável de presente. Mamãe, se você não tiver pensado, assim, em naaaaada, eu super estou aceitando uma máquina-bonita-e-linda-e-especial-e-útil-e-fonte-de-renda-complementar-de-pão.

Ela é tããão bonita
Imagina só, eu ia ser uma pessoa tão mais feliz comendo pão caseiro no café da manhã… aquela fatia bonita quentinha, a manteiga derretendo e aquela fumacinha gostosa… o café acompanhando… o sol brilhando lá fora. Essa daí da foto está em promoção aqui. Mas eu aceito qualquer uma. :)
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A vida é engraçada. Fui comentar esse desejo súbito com Salete, o mesmo que tocava umazinha nos plantões e é louco por uma palha italiana, e o menino interiorano ficou todo eufórico! Disse que era o sonho dele quando migrou de Campos, mas a vontade virou motivo de piada entre os amigos e o bom moço acabou desistindo. Desistindo até agora pouco, quando imaginou de novo as maravilhas que os vendedores do Shoptime exaltam e me narrou com exatidão toda a descrição do produto.
Acontece que ele teve sucesso como jornalista e não se bandeou pros lados da ‘padaria-móvel em uma bicicleta pelas ruas da cidade’. Uma pena, rs.