Sintática, Sintética, Assindética

Nina

Publicado por: Bruna Talarico em: 8 08UTC fevereiro 08UTC 2010

Les presento mi hermosa primita de BsAs, beba de Marie y Fer! Que cosita estaaa, tan bonita con ese vestidito! Me muero por verla! La quiero mucho!

Me mueroooooooo

Confesso

Publicado por: Bruna Talarico em: 8 08UTC fevereiro 08UTC 2010

Que tenho mágoas de você. Mágoas que me comprimem o peito e espantam o ar, que me deixam débil como um pedaço de pano no varal. Como você quer que eu te abrace agora? Depois de quase dois anos, depois de um ventre cheio de vida, depois de promessas sussurradas ao pé do ouvido, eu descubro – por você, por essa sua boca conhecida e antes tão desejada – que não foi amor. “Sempre soube que esse não era o amor que ia mudar minha vida”, você me disse naquela noite em que eu demonstrava minha consideração por você e te contava sobre um novo amor. Até então, a frase era outra: “Você é o amor que vai mudar tudo”.

Não sou injusta ou coisa que o valha por sentir frio na barriga agora, “tão cedo”, alguns dirão. Você acabou de dizer que não me amava há tempos, há mais tempo do que eu poderia saber. Você não me amava nem quando eu carreguei um filho seu em mim, nem quando eu vi esse filho morrer, nem quando você me pediu em casamento, em uma noite que, pra mim, foi tão feliz que me fez viajar no tempo. Eu nunca, nunca passei um segundo do seu lado sem acreditar que poderia dar certo. Eu nunca disse um ‘eu te amo’ sem sentir o amor maior do mundo.

Tenho muita, muita mágoa. Eu não achei que, entre todas as pessoas, logo você fosse fazer isso comigo. Eu admirava você, sabe? Admirava o quanto você parecia sincero e guiado pelo coração. Agora eu vejo que, comigo, não foi bem assim. Acredito que você tenha sido sincero com outros amores, e isso dói mais ainda. Por que não ter sido sincero comigo? Eu não sou um monstro… Tenho mágoas que me fazem chorar e ficar vermelha de bronca. Por que você fez isso comigo? Era só ter me dito, eu não ia insistir pra que um amor nascesse de um segundo pro outro.

Agora, mesmo com todas as lágrimas e dores e medos futuros do mundo, eu te desejo uma vida feliz. Desejo que você se dê bem com ela, e com as que vierem depois, mas que seja sincero e não faça elas se arrependerem. Que não faça com que elas se sintam enganadas. Que não faça elas pensarem que perderam dias e que perderam o amor próprio. Eu acho que com toda essa história, acabei encontrando o meu. Sinto amor por mim, agora. Amor motivado pelo medo de passar por essa mágoa de novo, amor mesmo. Mas ainda mágoa e ranço, refletidos no meu medo presente de viver outro amor.

Nem muda nem sai de cima

Publicado por: Bruna Talarico em: 31 31UTC janeiro 31UTC 2010

Esse é o nome sugestivo do bloco de rua – meu primeiro, gente! – que segui, pulando, cantando e dançando, pela tarde de ontem. Como nunca tinha dado o ar da graça nesse tipo de evento – que considerava uma micareta disfarçada, com aqueles trogloditas te puxando, todos suados -, achei prudente começar por um bloco pequeno, família, no subúrbio. Tinha recebido propostas pro Imprensa e pra uns na Lapa, mas sabe como é, muita gente e muita probabilidade de me irritar, ainnnn, com esses machos que se acham viris.

Pois bem, lá vão as impressões: mesmo na pacata Muda, a quantidade de foliões é assustadora. E, veja você, até encontrar coleguinhas você consegue por aquelas bandas. Reencontrei Carol Bellei, de quem sentia saudades demais, e conheci o namorado dela. Lindos. Também esbarrei com um ex-colega de trabalho da Globo.com, que agora dá pinta no Esporte do Extra, e um outro coleguinha do Globo, que conhecia de sinucas e cantorias, só de vista. O povo parece adorar uma farra.

As musiquinhas são bem legais, e aparentemente fáceis, mas minha memória de minhoca não permitiu acompanhar as letras. Também não tenho muito samba no pé, mas quebro o galho. Prefiro a diversão gratuita à exibição frenética da retaguarda tão querida. Legal mesmo foi reencontrar minha Praça dos Cavalinhos, onde papai me levava pra passear quando ele e mamãe ainda eram uma família feliz. Passei a cogitar morar na Muda. Se alguém souber de um apê de dois quartos bacaninha, favor avisar.

Me diverti horrores, com amigos queridos. Tudo isso depois de um almoço regado a caipirinhas no Bar do Mineiro. Estou feliz, e pronta pro próximo bloco. Pequeno, por favor.

Todos os amores valem a pena

Publicado por: Bruna Talarico em: 30 30UTC janeiro 30UTC 2010

Mesmo os que machucam, os que frustram, os que desapontam e os que desesperam. Acredito em um amar pleno e livre, embora seja humana e tenha recaídas – volta e meia, é comum sentir ciúme, sentir medo ou sentir qualquer coisa que não seja boa o suficiente para sair por aí gargalhando de felicidade. O amor, pra mim, é uma risada fácil, é um olhar mais atento, um sorvete dividido na praia ou um bombom vagabundo. O amor já me foi casa, comida e roupa lavada, já foi domingos entrelaçados na Lagoa e madrugadas sussurradas sob a coberta. O amor também já foi a dor de ter sido traída, até com a amiga, mas também já foi uma música antiga tocada no vinil, com beijos de fumaça.
O amor não tem padrões, e quanto mais você acha que o tem entranhado, mais distante ele está de você. O amor não é de ninguém, não é de pares, é de cada um. Meu amor é livre em mim, é pleno em mim: qualquer atribuição que não essa se torna apenas pretensão demais. Meu amor é uma viagem a Tropea, é um trajeto de bicicleta com o vento nos cabelos, é uma noite transpirada na Lapa, é uma caipirinha que desceu mais leve.
Ele nunca acaba, nem quando as relações se cortam e cada um segue um caminho diferente. Sempre vou amar aquele menininho meio japa com quem dei meu primeiro beijo na escada de emergência de um prédio no Cachambi, sempre vou amar meu primeiro namoradinho, o Gabriel, que era meu melhor amigo de infância e dividia as tardes de jiu-jitsu comigo no colégio, assim como sempre vou amar aquele argentino bonito, que me cantava os mais bonitos versos em Luján enquanto descansávamos de uma noite tórrida. Sempre vou amar cada um que passou por mim, em todos os sentidos.
Amo o Marcello, com quem dividi meu primeiro lar a dois. Vou sempre amar os dois filhos dele, que são parte de mim depois de tantas noites juntos. Sempre vou amar sua mãe, seu pai, suas irmãs e irmão, sobrinho e sobrinha, e mesmo ex-mulher. Uma vez, aprendi que amor não acaba nunca. Amor se transforma e fica cada vez mais só nosso, nas nossas lembranças e nos nossos novos caminhos.
E, nos novos caminhos, sempre vai ter alguma coisa de menino meio japa, de Gabriel, de cantor argentino e de Marcello. Amor se expande.

Interpessoal

Publicado por: Bruna Talarico em: 30 30UTC janeiro 30UTC 2010

Chegou avassalador, como se soubesse da intensidade que eu precisava. Chegou e me tocou o ventre, riu das desgraças e abraçou a vida. Chegou e me pegou de jeito, viu os defeitos mas nada importou. Chegou e me disse ‘vambora, que já é minha hora de partir de novo’.

Procura-se

Publicado por: Bruna Talarico em: 28 28UTC janeiro 28UTC 2010

Apartamento bonitinho e baratinho, um ou dois quartos, pela Lapa e Bairro de Fátima. Se souberem de algum achado pela Zona Sul ou Tijuca, nada muito caro, também tá valendo.

Grata.

Rejazz

Publicado por: Bruna Talarico em: 25 25UTC janeiro 25UTC 2010

Thought I’d cry for you forever
But I couldn’t so I didn’t
People’s children die and they don’t even cry forever
Thought I’d see your face in my mind for all time
But I don’t even remember what your ears looked like

And the clock still strikes midnight and noon
And the sun still rises and so does the moon
Birds still migrate south and people move on
Even though I’m no longer in your arms
Thought the mountain would crumble
And the rivers would bend
But I thought all wrong and the world did not end
Guess the maps will just have to stay the same for a while
Didn’t even need therapy to rehabilitate my smile
Rehabilitate my smile

Thought I’d cry for you forever
But I couldn’t so I didn’t…

*Por Regina Spektor, minha voz preferida.

Tenho um encontro marcado

Publicado por: Bruna Talarico em: 25 25UTC janeiro 25UTC 2010

Com Nando Reis, dia 5, no Noites Cariocas. É exatamente o que eu preciso agora.

Across the universe

Publicado por: Bruna Talarico em: 24 24UTC janeiro 24UTC 2010

Sempre fui meio nômade, sabe, sem raízes ou pendências. Por essas e outras sempre que posso, fujo pra algum lugar onde possa tomar sorvete deitada na grama ou ler um livro em um banco de praça. Esse é um dos maiores mistérios pra mim mesma, a vontade louca de correr por aí e conhecer tudo, se prendendo a nada. São raras as vezes em que abro mão de me jogar em uma cultura estranha, e tenho que confessar – pra minha vergonha e birra de todas as feministas do mundo – que nesses casos minhas amarras se resumem a uma palavra: amor.

Eu amo sempre, amo incondicionalmente, amo estar amando alguém. E isso meio que atrasa minha vida. Explico: é sempre que me encanto por um muchacho que deixo de lado o impulso cidadã do universo. Pois bem, minha vida está dando todas as reviravoltas possíveis nas últimas semanas, e eu decidi uma coisa pra mim, por mim, e comigo. Única e exclusivamente em meu benefício: vou viajar o mundo.

Lógico que não ganhei na mega-sena ou herdei uma fortuna de um parente distante. Isso vai levar tempo, vai ser de pouquinho em pouquinho – principalmente porque eu não tenho paitrocínio… -, mas vai ser. Começo a empreitada na Páscoa. Estou decidindo entre revisitar minha segunda pátria por escolha, Argentina, ou me aventurar com a pequena irmã por Londres. Pela situação financeira, acho que vou pra Buenos Aires nesse primeiro momento.

Estou precisando rever as amigas, bailar la cumbia, ponerme en pedo e apretarme a unos muchachos. Brincadeirinha a última parte. Ou não. Brincadeirinha. Ou não. Brincadeirinha. Mesmo. Estou catando uma passagem barata, e assim que meu cartão de crédito for pago, compro os bilhetes. E vou de mochila nas costas.

Me voy

Publicado por: Bruna Talarico em: 24 24UTC janeiro 24UTC 2010

Lo que nos pasa es como que una cosa que no se puede explicar, pero tampoco siento que lo quiero. Lo único que quiero es mirarte, y lo bueno y lo malo de todo eso es saber que nunca vamos a ser nada de lo que me paso. Nunca vamos a ser nada.

Por eso y por otros pensamientos oscuros agarro mi valija y peino mis cabellos. El espejo no me trae mas lagrimas. En el auto, escucho y canto las canciones que bailamos en la playa, encubiertos por la noche y besados por la luna. Me voy para lejos de todo eso, por dios gracias. Hoy ya no pienso olvidarte.

Lo que quiero es que que los recuerdos sean siempre lindos, aunque hoy pueda ver que nada valio la pena.